O FIM DA MONOGAMIA

JANAINA RAMOS

A Monogamia está com os dias contados. As relações amorosas estão evoluindo e a individualidade ganhando mais espaço.
   

Eu quero ver o dia em que a Monogamia vai cair, as pessoas escolhendo livremente quem e com quantas pessoas quiser se relacionar sem sofrer nenhum tipo de discriminação.
   

O fim da Monogamia vai revolucionar a forma de amar livremente as pessoas como realmente são. Cai a hipocrisia e a necessidade de trair. Não existirá machismo nem masculinidade tóxica, as mulheres serão todas empoderadas e não terá desigualdade de gênero.
   

Será que eu estarei viva para viver essa realidade alternativa? Ainda não tenho filha nem filho, mas se tiver criarei minhas crianças para continuarem o que comecei. Quem sabe a geração das minhas crianças possam viver essa realidade.
   

A Monogamia representa tudo o que é de mal na sociedade machista. A opressão e submissão da mulher. O preconceito e discriminação de pessoas menos favorecidas. A guerra interminável entre os gêneros. A masculinidade tóxica que mata.
   

Sou filha de uma geração que protestou contra a Guerra do Vietnã e viu o surgimento do movimento hippie na famosa frase: “Paz e Amor”. Ah, foi também nessa época que o Amor Livre começou a pegar mais força. Lembro daquele filme que assisti “Edukators, 2004” em que mostram o que aconteceu com os jovens do movimento hippie da década de 60. Saindo da dramaturgia essa realidade aconteceu. Os jovens hippies viraram adultos e esqueceram de tudo que fizeram na juventude, e o pior, se entregaram ao capitalismo e passaram a condenar as atitudes dos jovens de agora.
   

A minha geração é o da bunda ao ritmo do “É O Tchan!” em que menininhas vestiam shortinhos e tops curtos dançando na “boquinha da garrafa” e cantando na inocência “pau que nasce torto nunca se endireita”. Eu criança inocente acreditava que o “pau” se referisse a “pau de madeira”.  De crianças outrora e agora pessoas adultas, escondem os seus passados dos anos 90 e criticam a música funk em que as meninas rebolam mostrando as bundas. Pura hipocrisia.
   

A geração atual é conectada nas redes sociais e marcada pela desconstrução de coisas erradas do passado, incluindo a própria Monogamia. Quando eu era criança não tinha internet nem redes sociais. Na escola quando tinha algum trabalho de escola eu ia à biblioteca da cidade para pesquisar o assunto em alguma enciclopédia e depois escrevia o trabalho na máquina de escrever. Cheguei até montar um jornal, pra um trabalho de escola, com 100 páginas na máquina de escrever com colagens de fotos nas próprias folhas e fiquei triste com a professora que perdeu essa minha relíquia. Na adolescência eu fui uma das primeiras da minha escola a ter internet discada, só podia navegar na internet de madrugada ou aos finais de semana. E como eu era uma das únicas da cidade a ter internet em casa montava os trabalhos e os vendia na escola, tinha vez que só formatava a capa no Word e imprimia o conteúdo diretamente nos site, e as professoras e os professores aceitavam. 
   

Agora está tudo mais facilitado o acesso à informação. Vivemos na cultura do cancelamento em que até eu mesma corro o risco de ser cancelada pelo meu estilo de vida que escolhi e do meu jeito de ser. Afinal, eu sou tudo o que a Monogamia é contra. Eu sou uma mulher empoderada, poderosa, visionária, líder, influente (sou tudo isso mais um pouco, está tudo bem eu me achar, você também deveria fazer o mesmo que eu e se achar pelo que é!). Se dependesse de mim andaria de topless nas ruas simplesmente porque sinto calor e os meus mamilos não são diferentes do homem. Afinal, mamilo é tudo igual. 
   

Sem a Monogamia a mulher poderia exercer livremente a sua sexualidade e se vestir como quiser sem medo de ser assediada. Não teria objetificação e nem sexualização do corpo da mulher. Na época de Adão e Eva não existiam essas coisas. Era tudo mais livre. Foi a partir da posse da terra em que começou o Matrimônio e o conceito de Monogamia. A partir de então as coisas só pioraram com a podridão humana. 
   

A Monogamia existe somente para controlar a mulher já ao homem é permitido amar livremente e até trair. A Não Monogamia se fortalece com o Empoderamento Feminino. É disso que mais precisamos, de mais força, representatividade e visibilidade. A mulher não pode ser mais vista como puta ou vadia só porque quer exercer livremente a sua sexualidade igual ao homem. Queremos direitos iguais. A sociedade será melhor assim. Mais igualitária e com aumento na economia porque terá maiores oportunidades de emprego para as pessoas.
   

Desejo viver numa sociedade em que a Monogamia não exista e que tudo bem alguém desejar se relacionar com uma e/ou mais pessoas porque assim vai depender da vontade de cada pessoa e não uma imposição social. Ah, se chegasse o fim da Monogamia o mundo com certeza seria melhor.

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© 2020 por Janaina Ramos - Especialista em Relacionamentos

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