MIL E UMA NOITES

Tu acendeste a paixão em minhas entranhas, para em seguida te mostrares frio. Tu me puseste os olhos em vigília durante longas noites, para em seguida adormeceres.


Mas eu! Eu te havia posto num lugar situado entre o meu coração e os meus olhos. Por isso, como poderia o meu coração esquecer-te, e os meus olhos, como poderiam cessar de chorar por ti?…


Tu me havias jurado uma constância inextinguível; mas apenas conquistaste o meu coração, já recuaste.


E agora tu não queres ter pena deste coração nem participar da minha tristeza. Terás nascido apenas para ser causa da minha desgraça e da de toda a juventude?


— Oh! meus amigos, eu vos conjuro por Alá! quando eu morrer, escrevei na pedra do meu túmulo: “Aqui jaz um grande pecador! Ele amou!”




— Desta sorte, o passante aflito que conhecer os sofrimentos do amor, olhando o meu túmulo, lançará nele um olhar de compaixão.

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