DICKENS (1812-1870)

Um ano e três meses. Durante todo esse tempo, Lucie nunca esteve segura, a cada hora, senão de que a Guillotine poderia decepar a cabeça de seu marido no dia seguinte. Todos os dias, sobre as pedras das ruas, os carros fúnebres passavam sacudindo-se pesadamente, repletos de condenados. Graciosas moças, mulheres encantadoras de cabelos castanhos, pretos e grisalhos, jovens, rapazes robustos, velhos, nobres e plebeus, todos formavam o rubro vinho para La Guillotine, diariamente tirado das adegas dos sombrios cárceres e carregados até ela pelas ruas para saciar-lhe a devoradora sede. Liberdade, Igualdade, Fraternidade ou Morte; a última, muito mais fácil de conceder do que as outras, ó Guillotine!”

UM CONTO DE DUAS CIDADES 
Terceira Parte. Os Caminhos da Tormenta.
Capitulo V. O Serrador



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