MIL E UMA NOITES

Ofereci à minha amiga um vinho resplandecente como as suas faces, suas faces tão luminosas que só a claridade de uma labareda poderia dar-lhes a refulgente vida!


Ela dignou-se aceitar, e disse-me depois sorridente:


— Como queres tu que eu beba minhas próprias faces?


Eu disse-lhe: Bebe, ó chama deste coração! Esse licor, são minhas lágrimas preciosas; sua cor vermelha é o meu sangue, e sua mistura na taça é toda a minha alma!

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