DICKENS (1812-1870)

Nenhuma inteligência humana poderia decifrar os mistérios da mente dele, ocultos sob a palidez amedrontada de seu semblante. Se sabia o que ocorrera, se lembrava o que lhe haviam dito, se tinha consciência de estar livre, eram questões que ninguém, por mais sagaz conseguiria responder. Tentaram falar-lhe, mas mostrou-se tão confuso, tão lento para replicar, que se assustaram com seu atordoamento e concordaram que seria melhor não pressioná-lo.

UM CONTO DE DUAS CIDADES 
Primeira Parte. De volta à vida. 
Capítulo VI. O Sapateiro

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