PROPRIEDADE PRIVADA

07/03/2017

O morto distraído
levanta da tumba
por impulsos desesperados
na busca do verso perdido.

No túnel silencioso do sono
o final do dia nunca chega.
Sonho acordado debaixo do sol
atrás da imaginação ausente.


Não sou um ser completo
de experiências e conhecimentos.
Penso o poema e não vejo
os seres humanos no fatos.

Nenhum patrimônio é de ninguém,
o cemitério pertence a todos.
Nenhuma prudência previne
a morte em particular.

JANAINA RAMOS


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