A NARRATIVA DE UM CRIME

Na imensidão da angústia que me atinge, quero prestar um juramento, mas se eu pudesse imaginar: o ser estéril nunca imaginado no descanso da tranquilidade do espírito e venda nos olhos. A alma no corpo premia pelo bem da sinceridade fingida que não mostra o caráter de todos. Dentro de um abraço tão apertado as emoções desabrocham e sucumbe a razão. Preso no mármore do seu coração um pouco mais de compaixão pelo próximo não te fará mal. Se sentir embriagado pelas minhas duras palavras vamos dar um murro no nariz do desgraçado sem sentimento e em seguida sentir que arrancou de si o sangue impuro.

Na mais quieta dor e com toda a minha vontade pela ordem da natureza, buscaria o mal cultivado que domina outra pessoa. Dentro do lugar aprazível há as musas estéreis, recomendo que não veja as próprias deficiências na liberdade de julgar. O mais estranho do lugar-comum é melhor que o jardim do amor inclinado à aflição das provocações do invejado que se perdeu na viagem. Dizem que o cocheiro durante a viagem até o destino final sentiu uma dor no peito, tão forte que pulou no chão fazendo com que o suprimento temporário das energias vitais descarregasse as suas dores.


No lago do coração reside o filho do entendimento que afirma, de acordo com as suas palavras transcritas, “cada coisa gera outra, para produzir neste mundo gerado em um cárcere sem fechaduras precisa descobrir a amenidade dos campos que oferecem ao mundo partos saudáveis e prósperos”. Nessa corrente desta história é necessário o bom senso a toda hora para não falar nada de mal a ninguém. Lá em casa, a amada seminua diante das bocas entreabertas arranjou três testemunhas para o assalto psicológico e sexual, e jogou o chapéu ao chão. O terceiro a testemunhar correu para a rua e perdeu o fôlego.

A noite de pavor foi o fato mais marcante dessa narrativa sem sentido. O mais formoso estuprador é semelhante a um sedutor cobiçado pelas mulheres cegas pelos contos de fadas. O estupro ocorreu naquela noite pavorosa. Nunca me esquecerei a visão da amada esquartejada com o sangue impuro. O maldito sanguinário contou a história de um filho que se cortou todo, o triste ruído de lamentável narrativa apontou a serenidade dos céus que enchem de admiração e contentamento. Com as lágrimas os olhos ao lembrar sem ter medo do sofrimento. A vítima tinha sido honestamente cega em mostrar a sua sinceridade sem ostentação e ingenuidade. Só você mesmo pode verificar a estatueta de bocas cortadas sem poder se juntar com outras partes jogadas fora. Digo com duras palavras que ele me paga pelo negligente descaso do crime cometido. Com os olhos em fúria corro para a calçada da casa e para a minha surpresa encontro o corpo dele em pedaços.

Desocupado leitor ou desocupada leitora, procuro ser discreto no meu engenho e sou cheio de pensamentos vários na habitação da mente perversa. Percorro no murmurar das fontes e busco o amor paternal dentro do lar destruído. Leitor caríssimo, esse é um recado a todos os homens, não se caluniem pelo mal por causa das tolices e bagagens dos outros, as pessoas são cheias de segundas intenções com boas maneiras de agir e falar, por isso não se enganem com as falsas aparências. Em relação às mulheres, digo que não se entreguem ao homem bonito com malícia nas palavras inteligentes no primeiro encontro, desconfiem antes de confiar, não se matem pelo anjo nu fervendo de desejo que com o beijo te estupra primeiro e depois te aniquila. Fiquei seis meses na cadeia por aquele ataque no quarto na noite de pavor e finalmente pude descansar por alguns segundos.

JANAINA RAMOS
09/02/2017


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