A FESTA DA UVA

Com o corpo todo dolorido devido ao passeio de hoje e enquanto retorno à São Paulo no trem escrevo para comentar das minhas impressões. A princípio conto que quando esperava o trem na Estação Palmeiras - Barra Funda junto com minha mãe e meu namorado, quase que perco o meu chapéu no instante que o trem se aproximou fazendo com que voasse, por um lapso de segundo o dou como perdido e lamentando isso, mas, por sorte que um homem o pega e me devolve. Entramos no trem e seguimos viagem até Francisco Morato onde pegamos outro que já estava na plataforma. A viagem durou uma hora e meia até o destino final tendo a oportunidade de admirar a bela paisagem da natureza e o cenário das variadas casas aglomeradas ao redor da linha ferroviária.


Chegando em Jundiaí foi fácil pegar o ônibus que nos deixou na frente do parque que tá rolando a Festa da Uva. Ironicamente não compramos nenhum cacho de uva nem sequer tomamos o suco. Assistimos uma palestra sobre vinhos e destilados com degustação de três coquetéis diferentes, foi falado da origem brasileira da caipirinha vinda do interior de São Paulo mesmo que os cariocas dizem o contrário, ressaltaram também sobre as cervejas mais populares que bebemos extraídas do milho sdo que a cevada é mais utilizada nas artesanais e mais caras. Na hora do almoço comemos na praça de alimentação em que foi necessário eu ficar na espreita de uma mesa ser liberada enquanto compravam as fichas e retiravam os pedidos nas barracas. E por fim ficamos andando pelo espaço, verificamos que os preços dos produtos estavam elevados incluindo das uvas e artesanato, por conseguinte não compramos nada já que podemos encontrar em São Paulo por preços mais baratos. Porém, economizamos nas passagens pois fomos de trem e pegamos ônibus circular no valor  por pessoa de R$3,80 para cada locomoção. 

Comecei a escrever no trem, mas, agora estou em casa cansada e amanhã acordo cedinho para viajar pois trabalho no interior.  Quero dizer sobre dois pontos negativos do evento, sobre a superlotação da praça de alimentação na demora de conseguir mesa livre para comer além do calor excessivo tanto que um homem desmaiou e foi socorrido de imediato pelos guardas municipais e bombeiros; outro ponto é da ausência de banheiro adaptado para cadeirante, teve uma mulher cadeirante no banheiro com dificuldades em usar algum devido a esse problema. Na viagem de volta para pegar o ônibus até a ferroviaria tivemos de embarcar, ficar na parte da frente até chegar o terminal de ônibus, pagar as passagens para retornar ao mesmo ônibus porque o motorista não cobra passagem e não havia cobrador, sorte minha que uma moça cedeu um lugar para eu sentar devido à minha doença de eu não poder ficar muito tempo em pé. No trem pegamos mais lotação do que na ida, eu e minha mãe sentamos nos assentos reservados e meu namorado ficou em pé. 

Gostei muito de passeio, andar de trem até Jundiaí foi prazeroso, tive oportunidade de conhecer a cidade e pretendo visitar mais vezes. A viagem só foi cansativa para mim pois qualquer esforço físico prejudica o corpo e acabo ficando sem forças  nas mãos e pernas. Vou descansar agora e encerro aqui.

JANAINA RAMOS 


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