MORTE DOS SONHOS

JANAINA RAMOS

(26/06/2014)

O mundo desaparece dos olhos
Diante da caverna de Platão
Acorrentados à imaginação.

O universo das ideias
Segue a morte dos sonhos
No término da vida.
Sonhar…
E não acreditar
Na realidade.

Ilusão…
Terras desconhecidas
Em mares navegados.

Ao término da viagem
Surge uma nova
No reino de única fronteira.

A imortalidade desejada
Pelo mortal no destino
De nunca morrer.

O último caminho
No apodrecimento do corpo
Comido pelos vermes.

O fogo consome as páginas
Cujas cinzas guardadas
Para a libertação do espírito.

O delírio de imaginar
A última palavra
Pensada e inimaginável.

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