MELANCOLIA

JANAINA RAMOS

(16/10/2008)

Minha alma enlouquece

De tanto pesar e sofrimento,
A razão dilacera sem sentidos
Perdendo o seu rumo.

À qual caminho seguirei
Sem ferir os meus pés com espinhos?
Guiarei o meu destino
Numa desilusão de incertezas.
A minha alma é deserta
De instantes pueris de causalidade,
De descobertas que estão por vir
Numa vida corroída de vazio.

O reflexo do meu ser solitário
Reflete a um labirinto
Corroída de escuridão e sombras
Cuja saída é confusa.

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