DESEJOS

JANAINA RAMOS

(26/06/2014)

Sono. Cansaço. Tédio.
O meu ânimo não alegra o espírito.
Acalmar os nervos e ansiedade.

Isolamento para o sossego.
Seguir a vontade dos desejos
E não se importar com nada.
A mente perde-se nas ideologias
Desordenadas dos pensamentos
Na posse da loucura e do delírio.

Difícil diferenciar o real do imaginário.
O corpo estremece em tremendos calafrios
Nas dores que mortificam o espírito.

Sonho com o impossível,
Alcançar os céus
E a glória dos ambiciosos.

A ambição transpõe os limites
Entre o céu e a terra
Nessa cegueira dos desejos da razão.

Ardência em ouvir as vozes das paixões
E obedecer aos impulsos sexuais
Da mesma geração de Eva.

A mulher comeu do fruto proibido,
Descobriu o pecado
Deliciando-se com Adão.

Os prazeres da carne
Sacia os desejos sexuais
Na fartura do fruto proibido.

Nunca calar aos impulsos.
Sede escrava das paixões
E não contrariar os desejos.

Sou amante da sabedoria dos livros
E do conhecimento dos homens.
A leitura me excita.

Vivo a companhia dos livros
Enamorando dos personagens de dia
E de noite me entrego ao meu amante.

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