DELÍRIO DA MENTE

JANAINA RAMOS

(18/07/2009)

Labirinto sombrio
de pensamentos e sonhos
mutilados pelo medo.
O desespero apossa do pânico.

O tempo não existe nesse meio.
O tempo paralisou no tempo.
Mente confusa e perplexa,
passagens nebulosas,
visão embaçada,
não enxergo nada além da escuridão.

A razão cegou-me,
não vejo nada,
não sinto nada.
O labirinto da mente
metamorfoseou-se em caverna
num reino de escuridão de trevas.

Ouço vozes.
Vozes dos que foram embora
sem se despedirem.

Sonho ou realidade?
Imaginação ou delírio?
Esquizofrenia?
Labirinto sombrio ou caverna de trevas?
Enlouqueci?
Duvido da sã consciência.
Perdi a razão.

Corpo exausto de fadiga
de dores latejantes no corpo e mente,
espírito mortificado pela sensibilidade do corpo,
martírio de dores.

Isolada nesse mundo desconhecido.
Loucura possessiva pelo ser doentio
do não raciocínio de julgar.
Perdi a razão e a visão.

Delírio da alma,
espírito que sofre,
solidão de lágrimas.
Labirinto catastrófico na caverna de desilusões.

Sensação de nudez.
Alma despida de razão.
O nu e lúdico na loucura do labirinto.
Busca do prazer pelo contato das mãos.
Gozo da alma.
Espírito excitado.
Desejo frustrado.

A chama da morte se acende,
a escuridão se ilumina,
atrás da escuridão há luz.
O oculto ser surge das trevas.
Um sorriso reflete das cinzas
da noite sem brilho das estrelas.
O estranho ser sorri para mim.
A escuridão perde o seu encanto.
A beleza do outro cega o raiar da noite,
esse homem saiu de Michelangelo,
Dorian Gray invejaria a sua juventude.

O sexo reflete o seu encanto,
Adão e Eva castigados
pelo pecado do sexo,
homem e mulher expulsos do paraíso.

O retrato do homem nu,
do homem belo desenhado pelo artista,
artista com a alma de Werther,
beleza e corpo numa só sintonia.

Marte ao encontro de Vênus,
casamento do corpo e mente,
corpo e espírito se unem,
corpos que se enlaçam como ímãs,
sexo excitante que engana os sentidos.

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