O VENENO DO AMOR

JANAINA RAMOS


“Meu marido, se algum dia me amaste, se algum dia mereci de ti benevolência, que satisfaça a minha vontade, não se case com nenhuma mulher.” — ao termino dessas palavras Laura entregou-se ao sono profundo.
Desperto desse terrível pesadelo, mergulhado na escuridão nas profundezas da minha alma, solto um grito de terror. Ó amante que sucumbe em meus braços, arranco a flecha que tirou você de mim.

Desgraçado de mim. Fui vitimado pela cegueira, arremessei contra o coração da minha esposa e a matei. Ó súbito ciúme, cruel desconfiança arrematada contra o coração de uma jovem esposa feliz e amada pelo seu marido. 

Desperto ante as profundezas da minha alma, mergulhado nessa escuridão, num cárcere privado de meus temores. Ó terror que me assombra! Ó amante que sucumbe em meus braços, tirai a flecha que arrancou o seu ultimo suspiro. 

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