O SEXO

JANAINA RAMOS


Percorre o andarilho pela estrada sedento e faminto, fatigado pelo cansaço desmaia abandonado ao relento da noite.

Uma aparição surge diante de seus olhos, ao despertar vislumbra uma bela mulher.

– Estiveste desacordado durante três dias. Meus criados encontraram-no deitado na estrada e o trouxeram para cá. Cuidei de ti, estiveste com febre. Prazer, sou a Clarissa.
– Bela Clarissa, o anjo que salvou a minha vida. Sou o Moisés. Como posso gratificá-la?

Clarissa despeja uma colher de sopa na boca de Moisés e impele que ele tome-a. Terminada a sopa vem um cacho de uvas acompanhado com um caldo de chocolate e duas taças de vinho.

– Brindemos ao deus Dionísio, deliciamos com esse vinho e abandonemos aos nossos prazeres. Somos escravos do desejo, seriamos loucos se não desse razão a ele. – Clarissa despe-se mostrando as formosuras de seu corpo nu. – Entreguemos ao amor e concretizemos um culto ao sexo em homenagem a Vênus.

Moisés desprende de suas vestes, abraça Clarissa, beija seus lábios e penetra no sexo.

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