O MÍSTICO

JANAINA RAMOS

(24/07/2009)

Do reino do céu ao temor de amar e sofrer,
O réu liberto do medo da vida,
Da dádiva homérica a beleza divina,
Na memória mnemônica adormecida
No místico encantamento de Janaina
Desperta da loucura do amor de temer.
Sou a Vênus que não ama Marte,
Abjeta a morte ilusionista do criar
Artístico imaginário do raiar celeste
De Platão a Aristóteles, na arte
Do pensar filosófico, no crer e sonhar
Das idéias que reinam no altar
No mundano cotidiano celeste.

O poder da mulher, a sedução pela palavra
Do obsceno pelo esplendor de sentir o tesão
Do prazer de imaginar e refletir na excitação
Do encanto da leitura de ver e ouvir.
O alvo pensamento do escritor na lavra
Do livro elaborado pela mente da criação.
Poesia em prosa, ler e encantar, advir
E sonhar, amar e desejar, morrer
E adormecer. O cego que não vê o lúcido
Desabrochar doentio lunático descrer
Não mente a irritação de não desejar
Imaginar o místico da palavra escrita.

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