O ANJO RAFAEL

JANAINA RAMOS


Rafael, o anjo do Senhor expulso dos céus por suas travessuras escraviza os pobres mortais à mercê de seus desejos aprisionando-os como servos de sua libertinagem. O anjo passeia pelo campo com o seu violino, discípulo da fábula à La Fontaine de A Flauta Mágica, encanta com sua musica os ratos humanos arrastando-o ao buraco de seu cárcere na caverna Realidade Paralela, paralelo ao oriente do esquecimento e ao ocidente da duvida.

Toda sexta-feira sai com seu violino e de sua melodia atrai as virgens e os pervertidos, corrompe suas naturezas e abandona em seus vícios. A cela no estilo grego com suas esculturas e pinturas, leitos de amor, banquete dos deuses acrescidos de uvas e vinho, manuscritos dos filósofos antigos e epopeias gregas pressagiam o ritual do batismo de sangue dos prisioneiros.
No batismo de sangue as virgens são abandonadas na crueldade dos pervertidos, o ritual segue, as virgens entregues a todos os homens perversos da cela, as que sangram após a convulsão dos desejos são aniquiladas e seus corações arrancados e seus membros dilacerados complementam a refeição do anjo.


No termino do ritual, o anjo escolhe uma virgem surrupiada a passar uma noite aos deleites do sexo, antes do amanhecer a vitima do amor desperta estrangulada e sua alma encaminhada ao paraíso.

O anjo Rafael na melodia de musica clássica digere os membros da infeliz infante, terminada a refeição agarra seu violino e entoa suas canções.

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