DEVASSIDÃO DAS ÁGUAS

JANAINA RAMOS


Valentine migra nas águas místicas da opressão na sociedade das fadas desconhecidas. O imaginário do homem perverso contrapõe com a pureza da magia oculta. A ruína da sedução no instante de despudor da nudez cega.

Lá no alto, altares cadavéricos, em baixo, caixões mutilados por seres disputando terra. O opróbrio ocular divaga na descrença dos zumbis metamorfoseados em humanos.

O barco no cerne rente a correnteza tumultuosa de paraísos submersos pelas lágrimas de Eros.

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