CRISE DE EXISTÊNCIA

JANAINA RAMOS

(14/10/2008)

Descartes carrega consigo
o raciocínio cartesiano
de afirmar que
o ser humano existe
a partir do momento que pensa.

Sartre salienta
a questão do tempo e do espaço,
preocupando-se com o individuo,
da relação do ser com o meio que vive
e questionamentos a respeito do nada.
Kant encontra razões
a criticar a razão,
explicando como o conhecimento
torna-se experiência
com relação a sensações intuitivas
a priori e a posteriori.

E Shakespeare
usufrui das palavras de Hamlet:
“Ser ou não ser, eis a questão”

Se alguém interpela-me
a respeito de quem sou
não saberei responder.

Quem sou eu?
Eu sou ninguém ou alguém,
que questiona a respeito
da minha existência
e sonho com um amanhã que nunca chega.
O hoje é o ontem do amanhã
e o amanhã será sempre o porvir.

Ou será uma questão de metafísica
pressuposta por Aristóteles?
Qual a relação do ser e tempo
proposta por Heidegger?
Tempo é dinheiro na concepção inglesa,
para os ingleses a perda de tempo
acarreta a perca de dinheiro.
o tempo se perde ou se ganha?

Paraliso no tempo e no espaço
duvidando da minha existência
ou acaso ser uma ilusão platônica.
De repente acordo de um sonho profundo
e deparo numa dimensão
totalmente estranha ao meu entendimento,
como se eu tivesse recém-saído
de uma caverna escura
enxergasse pela primeira vez
e encontrasse o meu eu-perdido.

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