BANHAR EM SANGUE

JANAINA RAMOS


Jorra o sangue nesse crepito arvoredo desfolhado de tiranos sentimentos em fúria de explosão, o rio eclode numa tormenta vulcânica de ruínas despedaçadas pelo coração opressor.

Ri o jovem que se banha aos reflexos do sol sob os olhos esguios da sua amada. O rio corre perpendicular as batidas dos corações desamparados, o córrego separa o amor proibido nas modas de Tristão e Isolda.



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