RAIMUNDO CORREIA (1859-1911)

Se a cólera que espuma, a dor que mora
N'alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto que estampasse;

Se se pudesse, o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!

Poesias

Raimundo da Mota de Azevedo Correia foi um juiz e poeta brasileiro.

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