RECORTES LITERÁRIOS: EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO

Marcel Proust (1871-1922)
Mas seria como o que na época eu lembrasse me seria fornecido exclusivamente pela memória voluntária, a memória da inteligência, e como as informações que ela nos dá sobre o passado nada conservam dele, nunca teria sentido interesse em imaginar o resto de Combray. Tudo aquilo, de fato, estava morto para mim.

Morto para sempre? Era possível.

Há muito de acaso em tudo isto, e um segundo acaso, o de nossa morte, não nos permite muitas vezes esperar por longo tempo os benefícios do primeiro.

PROUST, 2004, pp.50-51

Combray
NO CAMINHO DE SWANN
(Em busca do tempo perdido)

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