RECORTES LITERÁRIOS: EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO

Marcel Proust (1871-1922)
Meus passeios naquele outono foram tanto mais agradáveis porque os dava após longas horas passadas sobre um livro. Quando estava cansado de ter lido a manhã inteira na sala, punha o plaid sobre os ombros e saía: meu corpo, obrigado a guardar a imobilidade há tanto tempo, mas que fora se carregando de animação e velocidade acumuladas, precisava de imediato, como um pião que se solta, gastá-las em todas as direções.

PROUST, 2004, p.132


Combray
NO CAMINHO DE SWANN 
(Em busca do tempo perdido)

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