CARTA A UM AMANTE DESCONHECIDO

Desventurada sou, se o mundo acabar não terei te conhecido, morrerei sem saborear a verdadeira felicidade do amor. Pertenci a tantos braços, vivi uma vida libertina, fui escrava dos prazeres carnais e entreguei-me de corpo e alma às minhas paixões. O fato é que nunca pertenci aos seus braços, nunca fui sua, nenhum dos meus anteriores amantes me satisfez, nunca alcancei o clímax e me senti nas nuvens. Se tu apareceres em minha vida, abandonarei a todos, serei a sua amiga em honra a designação dos tempos de trovadorismo onde os enamorados se designavam amigos ao invés do título de namorados como estamos acostumados agora.

Como sou devota aos contos de fadas te imagino surgindo montado num cavalo branco vestindo uma majestosa roupa, vivemos na modernidade, infelizmente, pois adoraria viver na época da Idade Média nas épocas do romantismo e combate pela honra de uma donzela. Donzela não sou mais, mas meu coração permanece puro e intacto, nunca amei a ninguém, amarei somente a ti se designar aparecer na minha vida. 

Ao meu primeiro olhar sobre ti saberei que será o homem da minha vida e que o destino nos favorecerá para vivermos felizes para sempre. Se eu tivesse certeza que a sua aparição não demorará, te esperaria, ficaria sozinha até o dia em que aparecer, renunciaria aos outros amantes e enquanto durasse essa longa espera, cada hora e dia longe de ti ignorando a sua existência não sabendo quem você é, seria uma tortura para a minha pobre alma que não encontrará outro consolo senão à leitura dos meus queridos clássicos sonhando que um dia a sorte me favoreça com o amor na minha vida.

MADAME K.

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