A ESCRITA PROUSTIANA

Estou lendo Proust, leio a obra dele com a alternância de outras, no momento estou a ler "Um conto de duas cidades" de Dickens, falta eu digitar as últimas anotações dos trechos que transcrevi, por esse motivo que hoje não saiu as "Passagens de Dickens". Até agora só li a primeira parte da primeira obra de "Em busca do tempo perdido", como a leitura é intensa e exige muita atenção eu preferi ler cada parte, que são longos os capítulos, assim, leio um capítulo de Proust, depois em seguida leio duas obras diferentes até retornar a sequência da leitura proustiana.

Sinto uma forte influência da maneira proustiana de ser, ultimamente tenho recordado de vários fatos da minha infância e adolescência, fato de ocorreu com Proust e que foi o impulso dele escrever as suas memórias passadas. Creio que quando o autor se refere ao tempo perdido, penso que se trata do tempo que foi embora, das lembranças que ficaram para trás, do passado que nunca voltará, de tudo que são doces recordações da nossa memória e se conserva dentro de nós. Eu sinto falta da minha infância, sinto falta dos tempos em que eu não me preocupava com nada, de sonhar sem pensar nas suas realizações... A cada dia que passa essas lembranças se distanciam mais e mais, para combater o esquecimento e perda desses momentos inesqueciveis passa a escrever no estilo proustiano. Eu escrevo em meu caderno de anotações pessoal algo que represente lembranças remissivas ao passado, assim como Proust se recorda das suas lembranças despertando assim essas lembranças e trazendo para o presente, eu também associo as minhas lembranças do passado com algo que me faça lembrar no presente. 


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