Poemas de Londom Carter

As Noites


As noites são escuras.
Às vezes a lua não brilha no horizonte.
A nuvem não deixa.
As estações mudam,
Há momentos que a lua brilha...
Londom Carter



Caminhei


Eu sempre vivi na minha casa,
Andei por vários lugares e não sai da minha cama,
Sempre volto ao mesmo ponto,
Caminhei por caminhos estranhos,
Conheci árvores estranhas,
Elas não saem do lugar.


Um dia olhei e vi aquilo que não queria ver.


Vi poços e buracos,
Vezes e monstros, Vi homens grandes e pequenos,
Pequenos marginais,
Os grandes-pequenos marchavam.


Vi, Vá vi, poucas sementes pequenas tornam-se grandes.
Grandes e bonitas árvores frondosas.


Alguns Poços não têm molas,
As Lágrimas só enche-os,
Alguns Poços têm caminhos, outros não os têm.


A vida é uma eterna rotina de viver o que não se sabe.
Londom Carter



É Longe


É a distância que nos aproxima, não,
Não quero ser sepultado,
Quero que minhas cinzas vôem,
Para encontra aquilo que não achei,
de todas as opções que tive que fazer na vida,
A que mais me agrada é não ter feito.
Londom Carter



A Cronologia


Hora, minuto, segundo,
O tempo é uma cadeia quero transcede-lo,
Só poderei na eternidade?
O tempo cura os problemas ?
Na infância era assim,
A hora continua "correndo",
Os problemas são resolvidos com o tempo?
Ou o tempo nos consola para a realidade?
Os problemas morrem depois de outro dia?
sou predestinado a viver o que vivo,
Transceder essa essência é vivivel,
Escrevo para ser eterno.
Londom Carter



Vomitar


Quero vomitar um mostro que corrompe-me,
A lepra tira minha pouca sensibilidade,
Não consigo ver com os meus olhos,
Tenho que me matar antes que eu morrer.

Tu, vá. Eu não quero ir!
Se tivesse fim eu começaria.

Sempre quis escrever algo inteligente,
isso demanda pesquisa é muito difícil,
gosto mais de escrever meus pensamentos,
isso é menos cansativo e mais lelivel.

Agora vejo que não vomito porque isso faz parte de mim.
O que faz parte de mim? não sei. Eu sou só assim, eu sou isso.
Aquilo não importa, não completa.
Londom Carter



Quero


Quero um poética das coisas que não vejo,
Quero amar o que odeio,
Quero falar do que não sei,
Do que sei, quero esquecer,
Quero sofrer, quero ser você,
Quero ter e deixar, quero amar e não morrer,
A casa de manhã é amarela,
A noite não é assim,
As asas podem não crescer,
O futuro me traz medo,
Medo da labuta mortal de ser,
De minha alcova vejo o sol,
Ele é uma Epifania, harpia,
O futuro é um eterno passado,
Em algum momento morre-se,
Isso não é incerto é certo,
Incerto é o que vem depois,
Daquilo que se espera no final,
Ele e começo, alguns dizem,
Não quero afirmar,
óbito, nascer, crescer, falecer,
Sou oculto no pronunciar, expressar.
Londom Carter






Comentários