Amor de três - Ângelo Pinheiro

Amor de três


Primeiros momentos. É apenas cândida.
Sem formas e sem palavras,
Apenas sensações e descobertas.
Primeiros passos, finda-se o gatear,
O equilíbrio da menina é a queda do bebê.


Passam-se tardes ao parque,
Passam manhãs aos grupos,
Passam noites a estudar.
O furor da adolescente,
Aos arroubos, lança longe a menina.


Inocências de chocolate,
Fugas, pequenas mentiras
Que justificam novas grandes verdades.
A mulher imponente, rouba a cena
Embalando a restante puerilidade.


Jogos de cena no amor,
Atos encenados e assistidos,
O viver aprofunda o sono
Da doçura cândida,
Acalentada pela amarga maturidade.


Manhã de amor verdadeiro,
Juntos são doces e vivos,
Tarde cálida de paixões e planos.
Aos ruídos, desperta cândida.
Cai a noite, deitam à cama.


Cantam, riem e adormecem...
Os três.
Ângelo Correia Pinheiro


Poema dedicado e inspirado por Ângelo Pinheiro para a sua noiva Candice.

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